MEU FILHO PRECISA de um EMPRESÁRIO?

MEU FILHO PRECISA de um EMPRESÁRIO?


A figura do Empresário no Esporte (Agente Esportivo) em especial no futebol ganhou grande destaque nas últimas décadas! Antes de falar que sim ou não, vou fazer um breve relato sobre esta mão de obra. Por uma questão de intimidade vou me ater à modalidade do futebol. Porém, tenho certeza que independente da modalidade esportiva que seu filho (a) pratique você receberá aqui uma boa noção do papel deste “profissional”. No futebol, qualquer pessoa até bem pouco tempo atrás (infelizmente eles ainda existem) se atrevia a intitular-se “empresário” de futebol. Gente de todo tipo! Alguns até “bem intencionados” buscavam em “peladas de futebol”, jogos amadores, torneios estaduais entre outras competições, descobrir “talentos”. Afinal, o futebol permite que ao assistirmos uma partida identifiquemos um jovem diferenciado, um jovem acima da média, e estes quando encontrados são alvos constantes destes “caçadores de talentos” que os recrutam ou indicam para os avaliadores (Observadores Técnicos) dos clubes de futebol.


No Futebol, um atleta pode ser “representado” por um “Empresário” (Agente Esportivo) através de uma procuração e um contrato de prestação de serviços. Estes representantes firmam um contrato com o atleta (com os pais quando o filho (a) é menor de idade) representando-os nos assuntos relacionados à sua carreira, seja no clube onde o atleta possui contrato de trabalho e imagem, seja junto as Federações, Confederações, Patrocinadores e etc.


Simples assim, o “trabalho” deste “profissional” (Agente Esportivo) é garantir ao seu representado (atleta) uma assistência jurídica e esportiva especializada. Deve ser um profissional de comprovada carreira, formação e usufruir de uma estrutura física (Escritório Físico e Assessoria). Para desenvolver este trabalho o representante (Agente Esportivo) cobra “uma comissão” que gira em torno de 10% sobre “todos os ganhos financeiros” do atleta obtidos através do contrato de trabalho e dos contratos no uso de sua imagem.


A partir de 2015 a FIFA aboliu a participação do empresário – “Agente FIFA” - nas transações financeiras que envolviam a compra e a venda dos direitos econômicos dos atletas. Isso mudou a forma como estes representantes passaram a atuar no mercado da bola. Até a FIFA alterar essa relação econômica, (entre clubes e empresários) muitos destes Agentes Esportivos, ao negociarem e firmarem o contrato de trabalho de seus atletas, negociavam em conjunto o valor (em percentual) do direito econômico que cabia aos clubes (antigo passe) exigindo dos clubes uma “parte” para si. Quando o clube negociava este atleta, o Agente recebia a parte dele



acordada no contrato. Hoje, aos olhos da lei esta relação comercial não pode ser conduzida desta maneira.


Por força da lei atual, a maioria dos Agentes Esportivos foca no trabalho de representação e no recebimento de sua comissão. Porém, com essa resolução da FIFA, a forma como estes profissionais se relacionam com os clubes está provocando outras mudanças. Já assistimos alguns empresários (antigos agentes esportivos) assumindo a presidência de clubes de futebol. É atribuído ao Presidente de Clube (garantia estatutária) entre outras responsabilidades inclusive civis, que autorize, assine e negocie atletas vinculados ao clube. Ainda estamos em plena fase de “mutação” deste processo, o tempo se encarregará de nos mostrar o quão profunda esta lei da FIFA irá alterar essas relações entre o clube empregador, o atleta profissional de futebol e o Agente Esportivo.


FIQUE ATENTO!



Comecei falando deste importante trabalho (Agente Esportivo) para chegar aqui neste subtema, sem correr o risco de ser mal interpretado e acusado de generalizar o perfil deste profissional.


Existem muitos aventureiros sonhando em fazer riqueza à custa do talento alheio. Existe até o cidadão bem intencionado, mas que superestima suas possibilidades nesta função. Fazendo isto bem intencionado ou não, se esse “fazer” não for bem sucedido, a carreira do seu filho (a) poderá ser comprometida!




Vou citar alguns exemplos dos “Pseudos Agentes” mais comuns:


- O ALIENADO pode ser uma pessoa bem intencionada, porém, promete o que não consegue cumprir. Ele quer ajudar seu filho (a) de verdade! Mas não tem conhecimento sobre o mercado, sobre os clubes, os avaliadores e os observadores técnicos vinculados aos clubes. Então ele não tem credibilidade! Ainda que tente falar, se relacionar, ter influência sobre esses “avaliadores oficiais”, não desfruta do poder de convencimento que é indispensável na hora de fazer uma indicação. O problema do bem intencionado, mas, alienado, é que ele acredita realmente estar fazendo a coisa certa e acredita ter meios para alcançar seus objetivos. A carreira do seu filho (a) na mão dele vai se perder no tempo e se alimentar de ilusão.



- Já com o OPORTUNISTA você pode colar aqui tudo que escrevi sobre o alienado e acrescente... O oportunista enxerga vantagem em tudo que lhe parece bom. Esses costumam viver próximos dos familiares do seu filho (a). Não precisa ser um parente, mas pode ser também! Desfrutando da oportunidade do convívio próximo ao jovem talento, ele se “disponibiliza” a ajudar, mas longe está de sua mente não tirar vantagem disso. Esse perfil de “Pseudo Agente” usa a capacidade notória do jovem talento para “sugar” dos profissionais da área (outros agentes) toda a informação sobre “como agenciar uma carreira de atleta” para que ele mesmo o faça. Sob a ameaça do insucesso já que é um leigo, costuma tentar se unir a alguém na gestão desta carreira e na primeira oportunidade que tiver, vai “passar pra trás” a todos os parceiros e colaboradores. Essa é sua natureza! Esse perfil de pseudo agente, não poupará a carreira do seu filho (a) se puder tirar alguma vantagem!


- O MENTIROSO certamente é o pior deles! Aqui temos a união do que de mais perigoso existe! Estelionatários, falsificadores, pedófilos, bandidos, traficantes e etc.. Essa casta usa o futebol para fazer fortuna à custa dos sonhos quase sempre dos pais. Como ninguém é obrigado a conhecer tudo, os pais devem tentar certificarem-se sobre a carreira e as relações deste Agente no mercado. Eles começam prometendo o estrelato e você começa “pagando”! Ele começa te pedindo a passagem para realizar uma avaliação, depois você terá de custear a alimentação, despesa de hotel, traslado interno e etc.


Você será explorado até seu último centavo ou até sua última gota de esperança despertar do sonho e dizer: - Basta! Sem uma escolha criteriosa, seu filho (a) pode estar nas mãos de um simples “espertalhão”, mas pode estar também nas mãos de gente bem pior! Existem no Google muitas matérias sobre estelionato praticado por estes caras do mal. Se eu for citá-los aqui, o livro seria somente sobre isso! Não tenha medo, peça referências, investigue a vida do Agente Esportivo, ligue para outros atletas e pais de atletas que contrataram seu serviço. Mais que um documento ou uma carreira, você está colocando a vida do seu filho (a) nas mãos de uma pessoa, é inteligente ser prudente. Não basta ser pai ou mãe, é preciso participar, acompanhar, investigar e estar atento a tudo e a todos que o cercam!


EU ENTENDI CERTO?


Muitos pais crendo que seu filho (a) se trata de um craque em potencial, entendem que o Agente Esportivo obrigatoriamente deve investir na carreira de seus filhos. Há uma inversão neste caso! Quando seu filho possui um “Agente Esportivo”, o contrato é bem claro quando determina que a parte contratante seja você! Isso mesmo, no contrato os pais “autorizam” (filho menor de idade) e assumem a responsabilidade de cumprir as cláusulas desse contrato de gestão de carreira (representação e prestação de serviço). Como no início de carreira o jovem talento geralmente recebe uma ajuda de custo ou um salário pequeno, por uma questão de bom senso, é comum o Agente Esportivo abrir mão da comissão a que tem direito neste início de carreira. Assim que seu filho (a) assinar um expressivo contrato, e isto pode levar anos para acontecer ou até não acontecer, o Agente (naturalmente) exigirá receber a parte que lhe cabe do trabalho de agenciamento e representação.


Não se esqueça, embora pareça o contrário, o Agente Esportivo é um profissional contratado por você e é você quem deve pagar por esse serviço, ainda que este em um primeiro momento abra mão deste recebimento. É imprescindível que conste no contrato de Prestação de Serviços entre as partes a definição de como será pago, quando será pago e por quanto tempo será pago o Agente Esportivo.



SIM!!! Seu FILHO PRECISA de um BOM

AGENTE ESPORTIVO!



Costumo dizer que o “atleta diferenciado” atrai estes profissionais sem esforço. Na verdade, quando seu filho (a) começar a se destacar, em especial no futebol, eles aparecerão aos montes. Se os Pais estiverem atentos (deixei aqui algumas dicas no tópico meu filho (a) precisa de empresário?) farão a escolha certa!


Sim, um bom Agente Esportivo pode fazer toda a diferença na carreira e na vida do seu filho (a).

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