CAPTACÃO E FORMAÇÃO DOS GOLEIROS DA BASE

CAPTACÃO E FORMAÇÃO DOS GOLEIROS DA BASE


Sempre que abordamos temas sobre goleiros, normalmente focamos nos seus treinamentos e atuações nos jogos. A importância para o Clube de uma Base forte que forma e revela seus atletas, é de fundamental importância, para isso profissionais capacitados e com aquele traquejo e conhecimento técnico para trabalhar com jovens valores na iniciação é imprescindível.


Com a globalização e mercantilização do futebol o aproveitamento dos goleiros formados em casa devem seguir uma padronização imposta pelo mercado. O perfil do goleiro mudou, onde os mais altos e com maior envergadura são valorizados. Um processo seletivo deve seguir estes parâmetros impostos pelo clube, reservando um espaço para às exceções do padrão pré-estabelecidos. De acordo com pesquisas feitas em diversos clubes da Primeira Divisão, pude constatar o perfil pedido ao Treinador de Goleiros, como também aos Observadores Técnicos.


Categorias:


Média.

Sub-14: 1,81m

Sub-15: 1,84m

SuB-17: 1,88m

Sub-20: 1,88m


Obs. A Estatura é importante no processo de captação e avaliação. Um dos maiores Goleiros da Seleção Brasileira, Cláudio Taffarel com 1,82m, mostra que essa discussão é infindável. Segundo artigo da Revista do Futebol e Futsal ( Elano Silva De Magalhães – Flávia Costa de Oliveira) a estatura ideal, fica na faixa de 1,85m à 1,95m.


Captação, processo prático, visando a descoberta de goleiros possam ser aproveitados nas diversas categorias. Podem ser feitas através observações técnicas, em Escolas de Goleiros, Peneiras nas periferias nos bairros e cidades próximas, indicações, enfim, existe universo rico em potencialidades à se explorado. Uma fonte inesgotável de talentos, são os clubes que praticam o Futsal, onde o futuro atleta tem a oportunidade de iniciar precocemente. Com a potencialização do Futebol Feminino, inclui-se as futuras Goleiras.


Muitos clubes fazem testes periodicamente, cobrando taxas, e procura é grande, e a verba é destinada ao Departamento de Futebol da Base, onde os recursos são aplicados no Departamento do Futebol de Base. Muitos clubes têm por norma testar o futuro atleta em três treinos consecutivos, o que exige do Treinador de Goleiros o maior cuidado e atenção, mesmo cobrando não se deve exceder de quatro goleiros para que se faça uma minuciosa e intuitiva análise das qualidades inatas. Aprovado, na peneira, é integrado ao grupo de federados para a fase final e decisiva do seu aproveitamento ou não, seu trabalho será facilitado tendo como parâmetros goleiros da categoria.


Ao recepcionar o jovem goleiro, pré-aprovado, deve-se estar com o material do clube, o mesmo dos federados, vejo nesta simples medida, uma segurança para um entrosamento mais rápido com os demais colegas. Deve ser apresentado pelo seu nome e que procura igualmente os demais de realizar o seu sonho. Certamente com a presença do novato, os demais ficarão motivados e concentrados nos treinamentos e jogos.


Agora nesta fase daremos ênfase ao trabalho sistémico, aproveitando sempre as qualidades inatas. Os educativos são fundamentais, como também a ludicidade como constante, facilitando, desenvolvimento pessoal, facilitando o processo de socialização, construção de conhecimento, desenvolvendo plenamente o ensino e aprendizagem. Treinar e corrigir todos os fundamentos dentro da progressão pedagógica, com incentivos, elogios, ressaltando sempre os degraus alcançados, respeitando a individualidade biológica.


CONCLUSÃO


Devemos lembrar os grandes goleiros que mesmo com baixa estatura brilham e brilharam, Clubes ou Seleções, no entanto o mercado é exigente, na Europa, sonho de todo atleta, pelos ganhos financeiros para os Clubes e para os atletas, tem por média 1,91m. Na minha modesta opinião o nosso melhor goleiro, jogando na Brasil tem 1,89m, e chama-se; Weverton.



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